quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O Povo Quer o Que Quer ou Só Quer o Que Pode Querer?

Sempre ouvi que existe uma diferença de objetivo entre o povo e os seus dirigentes, como se fossem até de espécies diferentes. Certamente, estamos fartos de ouvir que um determinado político é corrupto ou que o povo é burro e não sabe votar. Mas podemos, de fato, acreditar nessa diferença? E se, na verdade, forem mais semelhantes do que parece à primeira vista?

Quando olhamos para os países que admiramos quanto à sua governança, percebemos que o povo carrega muitos dos valores que também admiramos. Os governantes vêm do povo e apenas se encontram numa posição favorável para exercer os valores que já existem — ou que não estão disseminados culturalmente. A diferença é que, enquanto fazem parte do povo, ser mau é apenas um atributo que os mais próximos reconhecem. Quando essa mesma pessoa sobe ao poder, o povo se espanta; no entanto, aqueles que lhe são próximos não se surpreendem. Era elementar.

Precisamos entender o que o povo quer. Pois, em boa parte dos Estados, a vontade do povo é difusa, oscilando entre sonhos e fantasias. Talvez Thomas Sowell possa ser citado aqui: "Quando se quer o impossível, só o mentiroso pode oferecer." Se, por um lado, alguém dirá: "Temos vários grupos de interesse, e é natural que estejam em conflito." Por outro, há uma base comum: todos querem um país justo, seguro e próspero... As discordâncias estão na estratégia para ali chegar. Em tese, queremos mais ou menos a mesma coisa. Claro, podemos ter algumas exceções — aqueles dispostos a queimar tudo pelo simples prazer de ver o caos. E sim, essas pessoas existem. Muitos as chamam de chefe... ou de ex-amor.

Apesar da aparente discordância, aqueles que falam sobre a vontade do povo só a consideram válida quando coincide com a sua própria opinião. Assim, facilmente ouviremos desses seres intelectuais e neutros que, quando seus interesses não são atendidos, o povo é burro, não sabe votar ou sofreu lavagem cerebral. Mas a lavagem cerebral ocorre quando alguém tem convicções que vão de encontro ao que acreditamos. Nesse momento, o incômodo da liberdade de imprensa ou de expressão pesa sobre nós, e queremos aniquilar essas discordâncias. Chamamos isso de justiça poética ou de uma causa maior. Temos fórmulas sofisticadas para justificar o nosso extremismo.

E o povo? Podemos acreditar que se trata de uma massa pensante, repleta de individualidades que buscam o que é melhor para si, guiadas pela razão. Ou podemos acreditar que é uma massa acéfala, que precisa ser guiada. Levando essas hipóteses ao extremo, podemos dizer ao povo sofredor: “Por qual motivo a bota da opressão está no vosso pescoço? Não sois vós cúmplices do vosso algoz?” Em parte, sim, ao aceitar determinadas condições. Mas não podemos culpá-lo por não ter o poder de desviar de balas, evitar a fome ou ressuscitar seus entes queridos! Se queremos afirmar que o povo se guia pela razão, pergunto: qual razão pode ser desenvolvida em situações de miséria e sobrevivência? Assim, chegamos à conclusão de que alguns são mais povo do que outros. O filho de um presidente é povo, mas um povo diferente — uma espécie de povo premium. Ele terá acesso e influência que são vedados ao povo econômic.

E os dirigentes? Podemos pensar que são seres independentes, que existem para servir o país... ou para se servir dele. Isso também é relativo. O dirigente depende do Deep State ou dos patrocinadores — aqueles que controlam quem governa, mas que nunca são eleitos. Quando assistimos ao nosso presidente aceitar uma proposta que lesa visivelmente o país, talvez ele esteja apenas fazendo a vontade daqueles que o colocaram ali.

E então? A formação da elite africana, por exemplo, tem um propósito claro: manter o país exatamente como está — pobre e submisso. Enquanto suas famílias se distraem com consumo e um nível de vida mais elevado, o país morre. Mas eles se sentem africanos premium.

Alguém dirá: "Mas ele deveria resistir e manter sua moralidade!" Ele pode até tentar, mas logo será substituído por alguém mais iludido e facilmente manipulável. Isto é a Realpolitik.

Uns concluirão: "Isso só acontece na África porque somos pobres!" Será? O primeiro-ministro japonês acabou com uma bala na testa. Vários presidentes norte-americanos tiveram destinos semelhantes. A França guilhotinou seu rei. A Inglaterra fez o mesmo. Assim segue o baile. Seria a tal famosa elite global? Precisamos pensar nisso.

Por fim, o que o povo quer? O que ele pode querer, dadas as condições materiais da sua própria existência? O que pode desejar quando existe uma máquina milionária de propaganda instalando ideias convenientes para os que estão no poder? O que o povo precisa querer para entender que o sucesso individual não confirma o sucesso do sistema?

O que é o povo, afinal, quando quer o que quer? Ou já chegamos lá?



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

All in ou xeque-mate? A jogada final de VM7

Venâncio sempre esteve entrincheirado entre duas realidades paradoxais: a necessidade de parecer moralmente superior e a urgência de agir concretamente, o que muitas vezes significa recorrer à violência. Aparentemente, os caminhos oferecidos pelo sistema para a crítica não são suficientemente revolucionários. É como tentar viajar num avião construído por quem mais lucra com sua queda, na esperança de chegar ao destino e assumir o controle. De qualquer modo, segue encurralado pelo peso da opinião pública que insiste que VM7 pode se dar ao luxo do pacifismo.

A FRELIMO, por sua vez, sempre adotou a estratégia de simplesmente olhar para o relógio e assistir ao colapso de todo um sistema de manifestações e retóricas. Por mais magnético que seja o apelo, não consegue atravessar a fronteira das armas da crítica, ou seja, o campo estéril da discussão ética. Enquanto os manifestantes falam, o tempo passa, as políticas seguem e o status quo permanece, estoicamente, no seu posto.

O suporte intelectual sempre alimentou o VM7, mas a intelectualidade, por si só, não garante consenso. Os intelectuais alinhados ao sistema têm assento cativo nos jornais, amplo endosso financeiro e cobertura midiática garantida. Precisam gritar cada vez mais alto para sufocar qualquer suspeita de que talvez tenham sido digeridos pelo imenso estômago de uma dívida conveniente.

Do outro lado do ringue, estão os artistas da fome e os mártires. Esses intelectuais orbitam canais alternativos, compartilhando seus ideais em nome do VM7. Sem suporte financeiro, vivem da efêmera solidariedade dos ativistas da internet. Olham para as contas acumuladas no canto esquerdo da sala e ponderam entre duas opções: tornam-se mártires ou entram na fila dos fatalistas. A revolução também tem custos, e nem todos podem pagá-los.

Diante desse cenário, o VM7 tem apenas duas opções. E só uma delas preserva sua existência física. Como um apostador de pôquer que subiu tanto a aposta que recuar deixou de ser uma alternativa, ele está em modo "all in". Precisa manter o engajamento popular, alimentar-se das pequenas tragédias nacionais e concentrar em si todo o descontentamento.

No fim, as manifestações pacíficas dão lugar a movimentos mais intencionais, visando a tomada agressiva do poder. E não podemos julgá-lo por isso. Ele avançou para a crítica das armas, e fará de tudo para manter a chama acesa. Ele sabe que, no momento em que o mar se acalmar, sua cabeça rolará do alto da escada onde o banquete real está sendo servido. Não se pode condenar esse desespero visível. Ele já perdeu muita gente, apostou alto e agora sente a Máscara da Morte Escarlate pairar sobre si, pronta para arrastá-lo ao esquecimento. Ele luta contra o tempo, sua vida escorre em pequenos grãos pela clepsidra...

Perguntou Drummond de Andrade:

E agora, José? A festa acabou, A luz apagou, O povo sumiu,

 A noite esfriou, E agora, José? E agora, você? 

Agora pergunta um Lopandza:

E agora, VM7? A festa acabou?  A luz apagou?

A noite esfriou? E agora, VM7? E agora? E Agora?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Precisamos de um novo Cubaliwa

Ah, Azagaia, o poeta  que ousou não se conformar! Digo, quem diria que um sujeito com a audácia de questionar o status quo, um artista que escolheu empunhar a caneta como espada, faria algo além de ser engolido pela máquina de moer a resistência? Aí está o grande truque: enquanto os pacifistas da opressão nos pregam uma paz estéril e suicida, Azagaia prefere ser a pedra no sapato do sistema! De Moçambique, ele exportou para os PALOP o hino: O povo no Poder!

Vejam só! Ele, que não aceitou a destruição lenta da alma em nome da sobrevivência, foi apontado como um inimigo. Como sempre, a classe dominante, que preza pela pacificação de todos, se encarrega de transformar qualquer brisa de liberdade em tempestade de repressão. De repente, doutrinando crianças, transformando um herói em mero drogado. 

“Toda destruição é autodestruição!”, diria Azagaia, para nossa surpresa. E qual não é a destruição maior do que aceitar a mentira de que o conformismo é paz? A classe opressora sabe muito bem disso: destruir os que lutam pela liberdade é a única maneira de manter a ilusão de que estamos “renascendo” quando, na verdade, estamos todos morrendo aos poucos.

A vida, para os verdadeiros revolucionários, não é uma troca de opressores, mas uma troca de consciências. E Azagaia sabia disso. Ao contrário dos que se contentam com os pedaços de pão oferecidos pelo sistema, ele nos acordou: viver é resistir, não é engolir os venenos do sistema e esperar que nos matemos lentamente, como um suicídio social auto-imposto. O renascimento que ele pregava não é aquele que nos dizem, o da "boa convivência" com a opressão, mas o renascimento de uma nova consciência que rejeita esse suicídio diário.

Renascer, portanto, é lutar, não se render à destruição silenciosa. A luta de Azagaia não era apenas contra as injustiças gritantes, mas contra o silêncio cúmplice dos que preferem morrer sem que o mundo perceba. Toda vez que Azagaia fazia sua voz soar mais forte, ele não estava apenas falando por si mesmo, mas por todos aqueles que se negam a ser engolidos por uma sociedade que lhes diz que viver é aceitar.

Em resumo, Azagaia não foi um mero poeta. Ele foi um panfletista da revolução da alma. E como todos os grandes revolucionários, tentaram o engolir. E talvez, na maior ironia de todas, essa incompreensão seja a prova de que ele estava no caminho certo. Porque os que falam a verdade, mesmo que poucos ouçam, jamais morrem — eles renascem a cada alma que se recusa a se curvar ao suicídio coletivo.

Não quero que retirem o nome de Azagaia do livro que o difama. Quero que ele seja literatura obrigatória nas escolas, uma fonte inesgotável de reflexão sobre quando a liberdade e o senso crítico são levados até as últimas consequências. Azagaia deve ser celebrado, não por ser perfeito, mas por ser verdadeiro. Por nunca ceder às amarras do conformismo e por nos lembrar que a luta pela liberdade é, acima de tudo, uma luta pela alma do povo.

Grito desde São Tomé, das ilhas, sem entender bem a palavra que ressoa desde o meu atavismo pálido enquanto estudante no ensino secundário na altura:

Cubaliwa!

Cubaliwa!

essa é a herança Moz que ecoa em toda a minha alma panafricanista!

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

VENÂNCIO MONDLANE: REFORMA OU REVOLUÇÃO?

A História tem um sentido de humor sádico. As revoluções não falham apenas pela força do inimigo, mas pelo peso da paciência do povo. E paciência, essa desgraçada virtude cristã, é o que mantém os tiranos de pé. Se esperarmos tempo suficiente, até a mais ardente chama revolucionária se transforma em brasa fria, e a repressão, essa velha senhora, aprende a sorrir para as câmaras enquanto continua a esmagar crânios nos bastidores.

Venâncio Mondlane, outrora um nome sussurrado com esperança e temor, agora resvala lentamente para o esquecimento. Como a Ucrânia, que foi a vanguarda da "civilização" até o Ocidente se cansar dela. Como Gaza, que só importa enquanto houver tempo de antena entre um anúncio da Nike e outro da Coca-Cola. Como os Houthis, que de terroristas passaram a guerreiros dependendo da conveniência geopolítica. E agora? Agora a nova moda é Trump, Elon Musk a brincar de senhor feudal e a China, que ousa desafiar a inteligência artificial da OpenAI com a Deep Seek. O circo segue, e Moçambique corre o risco de perder o seu palhaço favorito.

Mas há um dilema. O povo já não aguenta discursos, já não se alimenta de metáforas e promessas de um futuro brilhante. O estômago ronca, o salário mingua, a terra arde. E, no meio disso, o VM7 precisa decidir: Reforma ou Revolução?  Negociação ou Inssureição?

Ah, a reforma! Essa bela palavra que, no fundo, significa "remendar a velha roupa do rei para que pareça nova". Perguntem a Rosa Luxemburgo, se a FRELIMO ainda não a tivesse executado em nome da ordem. Diga-nos, Mondlane, depois de levar o povo às ruas, depois de lhes vender a esperança como um mercador da fé, vais sentar-te à mesa e partir o pão com quem os espoliou? Será a tua retórica incendiária apenas um aperitivo para um jantar de negociação? E o sangue derramado, beberemos desse vinho até quando?

Não sejamos ingénuos. A FRELIMO não teme Mondlane. Não teme oposição. O que ela teme é que a farsa da renovação não funcione, que o teatro se torne tragédia real. Por isso, empurra Chapo para a arena, um cordeiro sacrificial vestido de reformista. Porque a História já ensinou aos poderosos que, se a mudança for inevitável, então que seja feita pelas mãos deles mesmos. Mudemos tudo para que tudo fique igual. Eis a lição.

Mas, Mondlane, o tempo é cruel. O que hoje é um perigo amanhã será um meme. Se tardares muito, a negociação será irrelevante porque já não representarás uma ameaça. Serás apenas mais um na longa lista de nomes que já não fazem tremer o poder. E então, com um sorriso nos lábios, o regime dirá: "Obrigado pela participação democrática. Tente novamente em cinco anos."

E enquanto isso, o povo continuará à espera. Esperando que um dia alguém perceba que a liberdade não se mendiga. Ou se toma, ou não se tem.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

O Iluminado de Salão: Quando o Sotaque é a Senha para o Pedestal

Faz pouco tempo que assisti à entrevista do "intelectual" moçambicano Conrado. Sua preocupação com o sotaque e o uso de termos técnicos carrega aquela arrogância de classe típica de quem acredita ter recebido o fogo diretamente das mãos de Prometeu. Como um bom Lux Ferre (Lúcifer), não busca iluminar os outros, mas apenas exibir o próprio brilho, como quem se deslumbra diante do próprio espelho.

Não pude deixar de lembrar A Luta de Classes em África, de Kwame Nkrumah. Ali, ele denuncia como o colonialismo forjou uma inteligência domesticada, treinada para falar com a voz dos mestres europeus. O colonialismo acabou, dizem, mas seus ecos seguem ressoando nos salões de conferência. E assim, muitos intelectuais africanos transformaram Platão, Sartre e Kant em guias espirituais, enquanto desaprenderam a língua do próprio povo.

O sofrimento popular, para esses iluminados, não é um problema a ser resolvido, mas um adereço conveniente. Serve, primeiro, como alerta: veja o que acontece quando alguém ousa desafiar a narrativa oficial! E, segundo, como distinção de status: o intelectual não sofre, observa o sofrimento, como um aristocrata que contempla a miséria do alto da varanda. Afinal, o povo — essa massa de ignorantes que insiste em existir — se tornou um obstáculo à elevação do gênio.

E, como todo bom intelectual do status quo, Conrado sabe que a solução para todos esses problemas não está no entendimento profundo da realidade que o povo vive, mas em aplicar as velhas receitas dos grandes grupos internacionais. Precisamos de mais empréstimos, mais consultorias, mais métricas universais que tratam a África como um laboratório de experimentos teóricos. O Banco Mundial, o FMI e suas irmandades de interesse, com seus planos austeros e relatórios recheados de jargões, têm a fórmula mágica para resolver o caos. E a culpa, claro, é sempre do povo: "Eles precisam aprender a se comportar, a produzir melhor, a consumir de forma mais racional." Esquecem-se, no entanto, que essas soluções não têm compromisso com o público orgânico e real que sofre. Não há empatia, só um modelo de desenvolvimento pré-fabricado que ignora as raízes, os valores e a dignidade dos povos. Para esses grupos, a dor do povo é apenas uma variável a ser controlada, um dado que não altera os números nas telas do Excel.

O que precisamos, então?

Dizia Nkrumah: precisamos de uma inteligência revolucionária, capaz de escapar da própria gaiola dourada. O diploma não pode ser um bilhete só de ida para longe dos nossos compatriotas. Conhecimento que não transforma vira só mais um enfeite — tipo medalha de maratona comprada na feira. Mas Conrado, firme no pedestal do positivismo, segue convencido de que ele tem conhecimento, os outros apenas opiniões.

Seus gostos refinados são dogma: ouvir Mozart é alta cultura, mas Fela Kuti, N.W.A, Bulimundo e Sun Cornélio? Ah, isso já é barulho de ralé. Para ele, a cultura é um clube privado, com seguranças na porta exigindo senha na entrada. E qual é a senha? Fácil: falar difícil e depreciar o gosto do povão. Afinal, patrão é patrão... como bem diria MC Roger.

É curioso... O outro Roger, Roger Scruton, com seu conservadorismo estético, ao menos tinha a decência de vestir o eurocentrismo com uma roupagem elegante de “métricas objetivas”. Já Conrado? Nem isso. Seu método é mais direto: é ciência quando ele fala, é palpite quando os outros respondem. A alta cultura, essa nobreza ilustrada, não se contenta em monopolizar o bom gosto—exige também o monopólio da verdade. No fim, o critério é simples: ou você pensa como ele, ou está condenado à insignificância cultural, destinado a viver no gueto do mau gosto, ouvindo música "errada" e tendo opiniões "equivocadas".

Eis a grande ironia: os que mais desprezam a vulgaridade do povo são, no fim das contas, os que mais fazem uso dela — só que com outro sotaque. Conrado, o iluminado de salão, é a prova viva de que o colonialismo não acabou: ele apenas trocou de roupa e aprendeu a falar difícil. Mas, como diria Nkrumah, já o parafraseando, - a verdadeira revolução começa quando a inteligência desce do pedestal e aprende a escutar o povo. Até lá, Conrado seguirá brilhando sozinho, diante do espelho, enquanto o mundo real acontece lá fora, ao som de Fela Kuti e Sun Cornélio.





Sem Medo, Nada Funciona: a verdade sombria por trás da produtividade

Estamos a viver uma época em que o medo já não é apenas um sentimento: tornou-se uma infraestrutura invisível , uma tecnologia silenciosa qu...